No tempo em que: Tururu não era “Caracol” e Água Preta não era “Águas Pretas”

Ainda sou “daquela época”… em que tive o prazer de conhecer e conviver com o Sr. Chico Pedrote na minha casa, como um pai… da época em que o Sr. João Patrício era comerciante e que ensinava eu e meu amigo Arlando a se aventurar com uma “espingarda de chubim”… da época do Sr. “Nêgo Pedrote”, Sr. “Zé Baxim”, Sr. “Zé da Luz”, Tarcísio, Pedro Furtuoso, Sr. Pedro Virgínio e do Sr. Pedro Santana, onde passavam algum tempo das suas vidas na Bodega do Sr. João Batista (meu Pai), em que eu ouvia grandes histórias, desses grandes habitantes do nosso Município, assim como, de outros: Padre Arnaldo, Dona Diarina e Grislédia (vizinhas e pessoas bastante especiais na minha vida pessoal e profissional), Sr. “Belo” (ferreiro), Dona “Mundica” (minha vizinha e educadora), Dona “Laís Farias” (uma grande educadora do nosso Município, sendo a sua casa, um dos primeiros locais onde na época conseguíamos algumas histórias/livros emprestados, tarefas bíblicas, etc., ou seja, a nossa primeira biblioteca compartilhada de Tururu), Sr. “Pedro da Rua” (ex-prefeito), Sr. Pedro Leitão, Dona “Piroca” (primeira televisão pública, de fato, do Município), Dona Ermita Chaves, todo(a)s gravado(a)s na História de Tururu, bem como, Maria Ramos, Sr. Abner (ex-prefeito), José Bastos (meu Avô) e Sr. Pedro Batista, como tantos outros em que conheceram a nossa Lagoa do Felipe como ponto turístico, de encontro dos casais e por onde passava a antiga estrada com destino à comunidade quilombola de Água Preta, Mundo Novo, Fortaleza, etc., (como relatou minha Mãe, Dona Rita). Vale lembrar que nessa mesma Lagoa, antigamente linda e “animada”, foi onde nasceu o topônimo de Tururu/CE, devidamente mantido pelo IBGE (Informações de Tururu/CE – Site do IBGE). Hoje, infelizmente a nossa Lagoa do Felipe não está mais linda e nem animada, os passeios acabaram, assim como os banhos e as pescarias (onde grande parte do dia eu passava com os amigos tentando pegar os bons e velhos “caícos” e depois íamos comê-los torrados na casa da Dona “Mocinha”, da Dona Marlene, Dona Cícera, na minha casa, etc., (não tínhamos nem que se preocupar com as espinhas)! Sua conservação e preservação foram esquecidas, competições esportivas lembradas, porém não mais vividas.

Vivo atualmente em um Tururu muito diferente, com o topônimo de “Terra dos Caracóis”, ou mesmo, “Terra dos Sururus” (Sururu – Site Wikipédia)… em poucos anos, jogamos vários outros anos de história ao chão. A origem do nome “Tururu” não mais veio de uma ave, do cântico da mesma, da Lagoa, do paturi, tupi-guarani, Dicionário Aurélio, dos anatídeos (Anatideos – Site Wikipédia), etc., assim como, de forma muito estranha a nossa Comunidade Quilombola de Água Preta, que continuou no mesmo local geográfico, usando a velha estrada como meio de acesso, passou-se a ser referenciada por “Águas Pretas”, após é claro conseguirem a façanha de dividir a água (líquido)… pior ainda… conseguiram contar elementos indivisíveis (Singular ou Plural – Site UOL Educação). Vivemos atualmente em um Município que possui conflitos de origens, mas não para mim e nem para os mesmos da minha época, que são detentores e reconhecedores de suas origens!

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